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segunda-feira, 28 de outubro de 2013

RESULTADOS FINAIS DO WMA 2013 /
Final results of WMA 2013

BRASIL CONQUISTA SUA MELHOR CLASSIFICAÇÃO NA HISTÓRIA DO WMA


Hypólito valoriza a conquista de atletas brasileiros
Após quase duas semanas de provas, o 20º Mundial de Atletismo Master 2013 chega ao final com uma importante marca: o Brasil conquistou o segundo lugar no ranking geral de medalhas - sua melhor colocação na história dos jogos. O país ficou atrás apenas dos Estados Unidos, que competiu com 17 atletas olímpicos. Entre os 4158 competidores inscritos, provenientes de 82 países, 14% eram brasileiros.

Até então, a melhor classificação ocorreu na Itália, em 2007, onde o Brasil ficou com o 8º lugar ao conquistar 46 medalhas, sendo 18 de ouro. Na edição deste ano, o país garantiu 146 medalhas, sendo 56 de ouro, 52 de prata e 38 de bronze. O presidente da Associação Brasileira de Atletismo Master (ABRAM), Francisco Hypólito, não escondeu suas lágrimas ao comentar esta conquista. Para ele, o Mundial Master serviu como um referencial às Olimpíadas de 2016, dando a entender que o sucesso no evento pode ser sinal de grandes conquistas nos Jogos do Rio de Janeiro.

Chiquinho, como é conhecido pela maioria dos atletas, valoriza o desempenho dos participantes brasileiros, destacando o potencial tupiniquim para futuras conquistas no esporte. “Tendo a estrutura para isso, nós seremos uma potência no atletismo”. Apesar de alguns problemas, ele faz uma avaliação 90% positiva do evento. “Aconteceram alguns percalços que a EPTC e a Polícia Civil trataram de superar”.

Hypólito projeta um futuro brilhante para o Brasil no atletismo master, porém é preciso investimentos, desde os primeiros anos do ensino fundamental. “O esporte dá exemplos de vida, tira da drogadição, da doença e do alcoolismo. Precisamos atrair o jovem e dar as condições para ele se transformar em uma atleta”. Apontou, ainda, a necessidade de um trabalho em conjunto entre as esferas municipal, estadual e federal para o país chegar ao topo. “O exemplo precisa vir de cima para baixo”, argumenta.

No encerramento, o presidente informou que o campeonato no Brasil não foi concebido para se destacar nos equipamentos à disposição, mas sim no calor do povo porto-alegrense. “Este é o maior legado, mostrar a integração entre países, a confraternização entre as pessoas, independentemente da idade”, conclui.

Texto e foto: Gabriel Guidotti, estudante de Jornalismo do IPA voluntário no WMA 2013.

domingo, 27 de outubro de 2013

BASTIDORES, ENCERRAMENTO E BALANÇO DO GRANDE EVENTO

Autoridades no encerramento do WMA em Porto Alegre
Foto: Andrea Francis

Porto Alegre recebeu, entre os dias 16 e 27 de outubro de 2013, a maior competição esportiva já realizada no Rio Grande do Sul. O 20º Mundial de Atletismo Master (WMA, sigla em inglês) não deixou um legado apenas esportivo, mas também uma prova que o engajamento das pessoas é parte significativa na realização de grandes eventos.

Esta edição confrontou esportistas em provas de campo, cross country e maratonas e contou com o auxílio de mais de 500 voluntários. Nas pistas, participaram 4158 atletas divididos entre 14 categorias e 27 modalidades. As provas aconteceram no CETE, PUCRS, ESEF e Sogipa e Parque Marinha. Para o Estado do Rio Grande do Sul, o Mundial foi um importante teste para a Copa do Mundo de 2014, principalmente nas áreas de segurança, saúde, hospitalidade e voluntariado.

Como cidade-sede, Porto Alegre atingiu a quinta colocação na história em número de países envolvidos, perdendo apenas para Riccione (Itália), com 97 países (2007), Lahti (Finlândia), com 96 países (2009), Sacramento (Estados Unidos), com 93 países (2011), e San Sebastian (Espanha), com 91 países (2005). Em relação ao número de competidores, a capital dos gaúchos está em 14º lugar no ranking.

O sucesso é dos voluntários

Responsável pela organização do WMA, o CEO Vinícius Garcia garante que o sucesso foi resultado de grande esforço por parte das pessoas envolvidas. Segundo ele, com os aprendizados desta edição, criou-se um sustentáculo que permitirá Porto Alegre otimizar a infraestrutura e solucionar os percalços ocorridos. “Tenho certeza que deixamos um legado para a capital”, destaca. Ao final, a cidade receberá um documento com dados, estatísticas e diversos levantamentos para que se avaliem possíveis ajustes visando a Copa de 2014.

Uma das frases preferidas da presidente da Fundergs, Renita Dametto, falava da participação dos envolvidos. “O sucesso é de todos vocês”. Renita observou que o engajamento do voluntariado se dá de uma forma mais eficiente quando provocado por uma instituição de ensino, como foi o caso do Centro Universitário Metodista do IPA, que enviou alunos de diversas áreas para trabalhar no WMA.

Ao lado de Stan Perkins, Renita Dametto valoriza a atuação voluntária no WMA
Foto: Gabriel Guidotti

Em evento que reúne 82 países, as dificuldades com a língua foram inerentes em alguns momentos. A presidente admite esta situação e aconselha que os jovens procurem sempre se qualificar, não apenas no inglês, que é universal, mas em outros idiomas também. Para ela, esta é uma grande demanda e, ao mesmo tempo, uma deficiência a ser sanada, pois o Rio Grande do Sul volta a ocupar um espaço importante no circuito de competições internacionais. “Quando assumimos a gestão foi criada como uma meta: colocar o Estado no mapa dos grandes eventos esportivos”. Como sugestão à Prefeitura de Porto Alegre, ela indica a criação de uma comissão formada por diversos setores para que se possa atrair o interesse pelo esporte e qualificar ainda mais os voluntários.

Reforço em diversas áreas

Um dos destaques desta da 20ª edição do WMA ficou fora das pistas: a participação de estudantes do Centro Universitário Metodista do IPA em diferentes funções, especialmente na cobertura internacional. Alunos de Jornalismo, Publicidade e Propaganda, Turismo, Administração, Direito e Contabilidade participaram de forma voluntária, obtendo novas experiências de campo para incorporar ao seu currículo profissional. Outros acadêmicos, de outras universidades, também auxiliaram individualmente.

A coordenadora da comunicação do WMA, Nathália Ely, explica que 40 dias antes do evento foi convidada a assumir a divulgação. A oportunidade caiu de paraquedas, mas ela não desperdiçou. De início fez o que define como um “mapa mental”, onde precisou estruturar a comunicação em diferentes vias, não apenas em termos de imprensa, mas também sobre o conteúdo visual – sinalizações, coletes, crachás, entre outros – e relações públicas.

Todo grande evento gera certas dificuldades a serem superadas. Para Nathália, a principal foi um tempo para cuidar de um com representatividade mundial, pois os detalhes são muitos. Sobre críticas da mídia, a assessora concorda com algumas publicações, mas discorda de outras. Segunda ela, Porto Alegre precisa melhorar, mas há também muitos aspectos positivos a serem valorizados. “Este foi um grande teste para a Copa do Mundo. Aprendemos muitas coisas em termos de segurança e saúde”, frisa.

Se o projeto de comunicação superou as expectativas dela? Sim. “Não achei que teria tanto engajamento. Muitas pessoas que não comiam, ficavam nos estádios o dia inteiro. Não fosse a parceria com o IPA, o evento não teria tido o sucesso que teve, e o blog não geraria mais de 70 mil visualizações”. Ela previa três matérias diárias, mas a página foi além do esperado, publicando seis ou sete. “Isto mostra a grandiosidade do evento e como ele é rico em pautas. Por aqui passaram diversos exemplos de vida e mostrar o que o esporte é capaz de fazer não tem preço”, conclui.

Tarde de encerramento, hora de passar a bandeira do WMA


Na tarde deste domingo (27/10), aconteceu a cerimônia de entrega da bandeira simbólica para a próxima edição do Mundial Master de Atletismo (WMA, sigla em inglês), na França.

No último dia do WMA, o secretário do Esporte e do Lazer do Estado, Kalil Shebe, relembra o ato simbólico, em Sacramento (EUA), há dois anos, quando o Brasil foi escolhido como sede do WMA 2013. “Na oportunidade, nós recebemos também o compromisso de realizar um evento mundial com a dimensão do WMA e com uma grande responsabilidade”.

No evento, nas dependências do CETE, Kalil destacou que “entregamos a bandeira para a cidade de Lyon, na França, que sediará o próximo mundial, daqui dois anos, com a consciência de dever cumprido: o dever de receber bem, atender bem a todos, seguir rigorosamente os critérios e as regras e, se alguma coisa for necessário aprender é porque ainda somos um país jovem”.

Ao analisar o WMA 2013, o secretário destaca que “temos um pouquinho mais de 500 anos e devemos lembrar que é a primeira vez que um evento do WMA vem para a América do Sul, e que foi possível mostrar que somos um país empreendedor. Ele menciona entre as obras empreendidas, a pista de atletismo do CETE, construída, certificada e com padrão internacional em 90 dias. Também salientou o voluntariado dos gaúchos, incluindo o da Comunicação do IPA, que fez a cobertura e produzirá um documentário especial sobre o evento. E concluiu: “Se existe esforço conjunto entre todos, com certeza, nós teremos condições de fazer o Brasil ser um país de desenvolvimento  e extremamente positivo”.

Quanto aos franceses, que levam para Lyon a bandeira do WMA, o secretário Municipal de Esporte e de Lazer, Edgar Meurer, deseja que “atendam os atletas com toda a cordialidade e hospitalidade que nós porto alegrenses e gaúchos temos”.

Renita Dametto, presidente da Fundergs, avalia a organização do WMA 2013





Texto: Gabriel Guidotti e Ana Paula Maciel, estudante de Jornalismo do IPA voluntário no WMA 2013.
Fotos: Andrea Francis e Gabriel Guidotti
Vídeo: Bruno Moura


ITÁLIA BEM REPRESENTADA COM ALEGRIA LATINA



Paola Tisselli mostra que irreverência e dedicação pode fazer parte da vida esportiva. Aos 40 anos, a italiana veio a Porto Alegre para participar do WMA, e com seu cabelo irreverente, chamou muita atenção, dos participantes e da plateia.

Começando aos 30 anos a prática da corrida, Paola mostra que nunca é tarde para praticar exercícios, mantendo a forma e viajando o mundo para participar de eventos. Desde o dia 23, em Porto Alegre, gostou da cidade e da recepção do público com o evento.



Sempre sorridente, mesmo quando solicitada para fotos, durante o aquecimento, demonstra simpatia e comprova que sempre é possível ser bem humorada, mesmo durante uma competição. Exemplo de como viver.

Texto: Rafael Brito, estudante de Jornalismo do IPA voluntário no WMA 2013.
Foto: Gabriela Ribeiro, estudante de Publicidade e Propaganda do IPA voluntário no WMA 2013.

TORCIDA PRESTIGIOU O ÚLTIMO DIA DE EVENTO



O dia de encerramento do WMA teve a presença de um grande público para acompanhar as provas, com as arquibancadas do CETE lotadas.

Porto-alegrenses e visitantes de todo mundo prestigiaram um domingo de sol, bem diferente do sábado cinza e chuvoso. A torcida mais animada vinha da Argentina, com gritos de guerra e incentivo aos compatriotas.



Com muita torcida e entusiasmo, os últimos atletas a participarem do evento foram recepcionados. Muita gente ficou nas grades, debaixo do sol conferindo os revezamentos, inclusive com brasileiros levando o ouro. 

Infelizmente, o evento acaba hoje, mas com certeza todos gostariam que voltasse a Porto Alegre.

Texto: Rafael Brito, estudante de Jornalismo do IPA voluntário no WMA 2013.
Foto: Gabriela Ribeiro, estudante de Publicidade e Propaganda do IPA voluntário no WMA 2013.

VOLUNTARIADO WMA – CURSO DE TURISMO DO IPA

Grupo de voluntários do curso de Turismo do IPA
Foto: Pedro da Gama

A atuação como voluntários no WMA 2013 tem proporcionado a um grupo de 32 alunos do Curso de Turismo do IPA algumas experiências que transcendem e solidificam a formação acadêmica. Os conhecimentos adquiridos em sala de aula foram praticados e humanizados na prestação de um apoio realizado com primazia aos esportistas do mundo inteiro.

Segundo o professor Guilherme Bridi, Coordenador do Curso de Turismo do Centro Universitário Metodista - IPA, esta vivência e o trabalho de campo proporcionado aos alunos é único, dada a proporção e o nível desse evento, que tem tamanha expressão para o esporte e turismo: “A oportunidade dos alunos participarem tem sido catalizadora de grande experiência profissional por colocar em prática o que desenvolvem em sala de aula”, diz o professor. “E esta participação, realizada com dedicação, vem mobilizando e sensibilizando os alunos para que ultrapassem as metas que lhes foram apresentados. Os alunos demonstraram capacidades de autogerenciamento, de organização, de liderança e já debatem sobre a potencialização do turismo na cidade”.

Os alunos, na sua maioria dos primeiros três semestres do curso, estão engajados com o compromisso há mais de dois meses e, antes do início do evento (15/10) receberam a capacitação e as orientações da Secretaria Municipal de Turismo. Desde o dia 16, os voluntários estão atuando junto ao aeroporto e aos locais-sede do WMA, na orientação para o transporte e outras formas de apoio aos atletas, uma vez que muitos necessitam do apoio de tradutores ou intérpretes. Os atletas recebem informações sobre serviço de alimentação, turismo, recreação e logística.

Laís Teixeira e Bruna Prisco, alunas de Turismo do IPA
Foto: Pedro da Gama
Laís Teixeira, aluna do 4º semestre, que já tinha experiência como voluntária na Copa das Confederações, e Bruna Prisco, aluna do 2º semestre, atuaram como coordenadoras do grupo. Laís afirma que “a partir deste contato direto com o turista, muitos de nossos colegas dizem ter agora a certeza de que não poderiam ter escolhido outro curso que não o Turismo”.

Texto e fotos: Pedro da Gama, estudante de Publicidade e Propaganda do IPA voluntário no WMA 2013.


BRASILEIROS SÃO DESTAQUE NA MARATONA DO WMA

Manoel Alves Silva levou o ouro na Maratona
Foto: Bruno Dietrich

As duas modalidades mais aguardadas do XX Mundial de Atletismo Máster, a Maratona e a Meia Maratona, contaram com a participação de aproximadamente 600 atletas entre 35 e 99 anos, na manhã deste domingo (27/10), na orla do Guaíba, em Porto Alegre. O trajeto da Maratona percorreu as avenidas Padre Cacique, Diário de Notícias e Guaíba, rua Copacabana, até a esquina com a rua Sargento Nicolau Dias de Farias, no bairro Assunção, e retorno pelas mesmas vias, totalizando 42 km. 

O vencedor foi o brasileiro, Manoel Alves Silva, de 44 anos, nascido em Barueri, São Paulo. “Eu treino há apenas sete anos e tenho que agradecer a Deus por tudo. É o título mais importante da minha carreira, embora eu não tenha feito uma boa prova, na minha avaliação. Também dedico esse triunfo ao meu pai”, diz emocionado o vencedor.

Antônio Fernando Santos ficou com a medalha de prata na Maratona
Foto: Bruno Dietrich
O segundo colocado, Antônio Fernando Santos, de 39 anos, vindo de Alagoas, afirmou que liderou a prova por muito tempo, mas que uma câimbra o obrigou a parar quatro vezes, dificultando o seu desempenho.
Completando o pódio verde amarelo, o baiano Fredson Carneiro Costa, de 36 anos, que volta para casa com diversas medalhas, não perdeu a oportunidade de deixar uma mensagem aos jovens. “É um sensação maravilhosa, algo indescritível. É gratificante representar nosso país, a nossa bandeira em campeonato mundial. Eu levo pra casa três medalhas,  nos 5.000 m, 10.000 m e agora na maratona. Também quero dizer aos jovens que nunca desistam dos seus sonhos. Eu sou filho de faxineira, e há três anos  que eu sou profissional, mas  vivo disso,  sustento meus dois filhos e a minha família”, exaltou.

Fredson Carneiro Costa chegou em terceiro lugar na Maratona
Foto: Bruno Dietrich
No sábado, Porto Alegre sofreu com uma chuva intensa, que causou alagamentos em diversos pontos da cidade. Segundo vice-presidente WMA, Brian Keaveney, árbitro-chefe das provas de rua, havia certa preocupação com o clima. “Durante as provas, nós tínhamos a expectativa de que o tempo fosse chuvoso e que isso pudesse ocasionar lesões nos atletas. Mas tivemos sorte e a temperatura foi muito agradável. A disputa foi muito bonita e emocionante’’, afirmou o vice-presidente WMA.

O presidente da Associação Brasileira de Atletismo Master (ABRAM), Francisco Hypólito, gaúcho de São Leopoldo, também esteve presente durante as provas. “Hoje o sentimento é de presentear os atletas com uma bela competição, já que é o último dia do campeonato, e está muito bonito e sem chuva. Neste ano, ocorreu a estreia da Meia-maratona em um campeonato mundial. Isso engrandece mais ainda e deixa um marco na história da cidade”, finalizou.

Durantes as maratonas, também estiveram presentes o secretário do Esporte e do Lazer do Rio Grande do Sul, Kalil Sehbe, a diretora-presidente da Fundação de Esporte e Lazer do Estado (Fundergs) Renita Dametto, o vice-prefeito de Porto Alegre, Sebastião Mello, juntamente com o secretário municipal de Esportes, Recreação e Lazer, Edgar Meurer. 

Texto: Leonardo Souza e Giovani Gafforelli, estudantes de Jornalismo do IPA voluntário no WMA 2013.
Fotos: Bruno Dietrich

LEGADO PARA A COPA

Abigail Pereira ao centro

Na tarde da última quinta-feira (24/10), a Secretária de Turismo do Rio Grande do Sul, Abigail Pereira, visitou o Centro Estadual de Treinamento Esportivo (CETE). De forma atenciosa, concedeu uma entrevista e comentou sobre os benefícios que o WMA 2013 e, futuramente, a Copa do Mundo de 2014, trarão à cidade de Porto Alegre. “O evento está sendo um teste, onde saberemos o que falta aprimorar para a Copa”, afirma a secretária.

O WMA está deixando melhorias para cidade. “Estamos abrindo vários cursos de inglês e espanhol, sem custos, para jovens, taxistas, motoristas e cobradores de ônibus para melhor nos comunicarmos com os estrangeiros”, salienta Abigail. As obras que estão sendo realizadas na cidade ficarão para a população de Porto Alegre, proporcionando melhorias no trânsito e na infraestrutura como um todo. 

Texto: Cindy Calistro e Mateus Ítor Charão, estudantes de Jornalismo do IPA voluntário no WMA 2013.
Foto: Mateus Ítor Charão, estudante de Jornalismo do IPA voluntário no WMA 2013.

CUIDADOS COM O CORPO

Atletas entre 35 e 99 anos disputam o maior evento esportivo da história do Rio Grande do Sul, realizado em Porto Alegre. O Mundial Master de Atletismo 2013 oferece, além de um grande intercâmbio cultural, uma verdadeira aula de como se manter a forma em idades avançadas. Ao comentarem o assunto, atletas justificam na disciplina e na boa alimentação a sua capacidade de competir.

Cristine procura evitar lesões - Foto: Bruno Dietrich

A atleta Cristine Neher, bronze no arremesso de martelo de atletas entre 40 e 45 anos, explica que seu treinamento é feito com cuidado, para evitar lesões. No passado, ela teve uma ruptura no ligamento cruzado do joelho esquerdo, o que a afastou do esporte por um longo período. Nos oito meses de treinamento que dedicou ao Mundial, procurou treinar com responsabilidade, para que sua condição física não agravasse. Caso alguma lesão aconteça, entretanto, ela tem um segredo especial: um kit básico composto por gelo, Salonpas e anti-inflamatório. “Não saio sem meu material de socorro”, garante com uma risada. Além disso, durante a semana, ela mantém a forma com musculação, mas admite que há modalidades as quais o corpo não lhe permite competir. “Após o problema no joelho, não consigo fazer saltos, por exemplo”.

Olavo Reali, atleta vencedor da prata no arremesso de martelo de 40 a 44 anos, ressalta que o segredo de sua forma é comida balanceada de segunda a sexta para se permitir comer um churrasco no final da semana. “É uma questão de equilíbrio. Não me privo de nada e não abuso de nada”. Sua condição física é resultado de constante treinamento, todos os dias, buscando aprimorar as técnicas de lançamento e aperfeiçoar a potência de seu corpo. Olavo assinala, entretanto, não forçar seus limites, para evitar lesões.

Olavo não se priva de nenhum alimento - Foto: Gabriel Guidotti

O equilíbrio, entretanto, não é exclusividade de atletas até 50 anos. Elói da Luz, de 79 – vai fazer 80 em janeiro – explica que para chegar a essa idade com disponibilidade para correr, é preciso evitar comidas com gordura, assim como uma rotina bem definida de exercícios físicos. Além de uma dieta balanceada, procura melhorar a sua condição física. Todos os dias, caminha das 6h até as 10h, aumentando e reduzindo o ritmo. “É preciso adaptar o corpo a longas distâncias. Meu objetivo é correr a São Silvestre desse ano”, conclui.

Texto: Gabriel Guidotti, estudante de Jornalismo do IPA voluntário no WMA 2013.
Foto: Gabriel Guidotti e Bruno Dietrich 

UMA BELA ATITUDE

O atleta concedeu autógrafos nos certificados - Foto: Letícia Carlan

Uniforme brasileiro, máquina fotográfica na mão e quase 79 anos – 80, em janeiro próximo – de histórias a contar. O curitibano Elói da Luz Alves mostrou que o Mundial de Atletismo Master 2013 (WMA, sigla em inglês) não apenas promove conquistas e distribuição de medalhas, mas também atos de amor ao próximo. Na tarde de sábado (26), ele surpreendeu os voluntários que trabalhavam no WMA ao entregar um certificado simbólico de participação no evento.

Custeadas por Elói, foram impressas 2000 cópias do documento. O certificado dizia: “Lembrança de participação no WMA”. Para não deixar este esforço passar em branco, os colaboradores da assessoria de imprensa aproveitaram para tirar uma foto e pedir um autógrafo do homem que homenageou todos com tão bela atitude. Em letras pequenas, o atleta concedeu inúmeras assinaturas. “Quanto menor o tamanho da letra, mais podemos escrever com a tinta da caneta”, explicou.

Texto: Gabriel Guidotti, estudante de Jornalismo do IPA voluntário no WMA 2013.
Foto: Letícia Carlan 


O NOVO DIA DO WMA EM IMAGENS /
The ninth day in pictures WMA

WMA 2013 - Highlights Day 9

sábado, 26 de outubro de 2013

CONFRATERNIZAÇÃO MARCA AGRADECIMENTOS E DESPEDIDAS

Autoridades do Estado confraternizam com dirigentes
do WMA. no CETE - Foto: Tiago Fernandes 


Ao cair de uma chuva torrencial na cidade de Porto Alegre, dirigentes, líderes de equipe e autoridades do Mundial de Atletismo Master 2013 (WMA, sigla em inglês), confraternizaram em um coquetel que marcou agradecimentos e despedidas da edição. Participaram o Secretário Estadual do Esporte e do Lazer, Kalil Sehbe, o Secretário Municipal do Esporte, Edgar Meurer, a presidente da Fundergs, Renita Dametto, o presidente da Associação Brasileira de Atletismo Master, Francisco Hypólito e do presidente do WMA, Stan Perkins. O evento segue até domingo (27), tendo como destaques a maratona, de 42 km, e a meia-maratona, de 21 km.

Após a animada música gaudéria da banda Gurias do Sul, um espaço foi aberto para que autoridades do evento pudessem fazer seus agradecimentos. Abrindo os discursos, Renita Dametto destacou que o evento insere o Rio Grande do Sul em um contexto internacional de competições – pelo aprendizado absorvido. “Foi histórico. A última competição desta grandeza em Porto Alegre aconteceu há 50 anos”, ressalta.

Em nome da capital dos gaúchos, Edgar Meurer, pediu desculpas pelos percalços desta edição. Valorizou, entretanto, o engajamento das pessoas que trabalharam e disse que a chuva que caía lá fora representa as lágrimas de saudade que o povo porto-alegrense sentirá dos visitantes. Na sequência, Francisco Hypólito  mais comumente conhecido como “Chiquinho”, aproveitou para mandar uma mensagem aos organizadores e dirigentes. “O fato de 82 países terem aceitado o convite do Brasil serviu para mostrar que compraram a ideia”, salienta.

Stan Perkins e Kalil Sehbe - Foto: Tiago Fernandes

Representando o Estado do Rio Grande do Sul, Kalil Sehbe lembrou a juventude do Brasil em plano internacional e garantiu que o aprendizado do evento servirá para otimizar competições futuras. Para ele, o esporte integra socialmente e valoriza a solidariedade. Ao final, disse: “Vocês deixaram amigos no Rio Grande do Sul. Estamos muito felizes de ter convivido com vocês”. Nesse contexto, o presidente do WMA, Stan Perkins, comentou que os sonhos trouxeram o evento a Porto Alegre. “Tivemos muitos problemas, mas encontramos pessoas dispostas a sanar todos eles”. Para encerrar, fez uma brincadeira: “Vou pra casa rezar que o evento termine com um lindo dia de sol”.

O WMA, como homenagem pelos esforços despendidos, distribuiu um pequeno troféu comemorativo às autoridades presentes. Para os líderes de equipe, entretanto, a lembrança foi dada pelo Governo do Estado, que entregou um livro que compila os principais aspectos da cultura gaúcha, destacando a capital, Porto Alegre. No encerramento, músicas animadas colocaram atletas, dirigentes e organizadores para dançar.

Texto: Gabriel Guidotti, estudante de Jornalismo do IPA voluntário no WMA 2013.
Foto: Tiago Garcia

VOLTA AO PASSADO, DE OLHO NO FUTURO



Com uma medalha de segundo lugar garantida, dona Tomico Saito, no alto dos seus 87 anos, está feliz por completar mais uma prova na sua carreira. Aguardando para assinar a participação na prova recém-concluída, ela se dispôs a conversar, sempre com entusiasmo e alegria.

Ela iniciou a vida de atleta aos 67 anos, depois da aposentadoria e de voltar da viagem ao Japão, para visitar os parentes. Com o incentivo da neta, começou a correr para passar o tempo. Gostou tanto que já viajou o mundo competindo. "Depois de aposentar, vamos fazer o que, não é?" brinca dona Tomico.

Nascida em Ibituba, São Paulo, em 1926, decidiu correr depois de passar dois anos na terra dos antepassados. Após a neta parar de correr, ao começar a faculdade, ela vem treinando sozinha, mas sempre com o apoio da família, que é bem grande, com seus três filhos, seis netos e três bisnetos.

Tomico percorreu o mundo disputando diversas provas, 400m, 800m, 1.500m e 10.000m, com medalhas conquistadas na África do Sul, Itália, Estados Unidos, Chile, Argentina e Brasil, incluindo o recorde mundial na Itália, quando tinha 80 anos. O WMA 2013 está sendo a última disputa da temporada.

Com treinos diários, de cerca de uma hora, mantém o ritmo e a intensidade para aguentar as provas. Depois de correr os 5.000m e 400m, ainda hoje participará dos 1.500m, e, com um sorriso no rosto, mostra que irá para ganhar mais uma medalha.

Texto e foto: Rafael Brito, estudante de Jornalismo do IPA voluntário no WMA 2013.

CERIMÔNIA E MARATONA MARCAM ÚLTIMO DIA DO MUNDIAL DE ATLETISMO MASTER

Trecho do percurso da maratona foi utilizado na marchaatlética neste sábado. Foto: Tiago da Silveira Garcia

O último dia do 20° Campeonato Mundial de Atletismo
 Master será marcado por provas e uma cerimônia de encerramento.


CETE: Neste domingo (27/10), o Centro Estadual de Treinamento Esportivo recebe as provas do Mundial a partir das oito horas. Durante a manhã as provas disputadas serão a final masculina, na categoria 50 anos, do pentatlo de arremesso, 2000 e 3000 metros com obstáculos. À tarde é a vez da prova de revezamento 4x100 e 4x400.

Às 14 horas será realizada a cerimônia de encerramento. Nela, o Presidente da Associação Brasileira de Atletismo Master (Abram), Francisco Hypólito da Silveira, irá entregar a bandeira da WMA para o representante da Delegação Francesa, Jean Thomas. Lyon, na França será a próxima cidade a receber o campeonato em 2015.

ESEF: A Escola de Educação Física da UFRGS terá provas apenas pela manhã. A partir das oito horas serão disputadas as finais masculinas, nas categorias de 60 e 65 anos, do pentatlo de arremesso.

ORLA DO GUAÍBA: A partir das sete horas da manhã, a orla do Guaíba (do Gasômetro até o antigo Timbuca) será o palco da Maratona e Meia Maratona. As duas provas tem largada e chegada na Avenida Edvaldo Pereira Paiva, na altura da pista de skate do Parque Marinha do Brasil. A maratona terá um trajeto de 42 quilômetros e contará com um total de 247 participantes (199 homens e 48 mulheres), de 35 a 85 anos. Já na meia maratona o trajeto é de 21 quilômetros e o número de participantes é 330 (235 homens e 95 mulheres), de 35 a 95 anos. Todos eles irão correr juntos, mas disputarão apenas com atletas do mesmo sexo e categoria.

Às oito horas também ocorrerá uma corrida destinada àqueles atletas master (acima dos 35 anos) que não necessariamente sejam filiados à alguma associação de atletismo, mas que pratiquem a corrida e se organizem em grupos de quatro ou oito pessoas. Esta é a Primeira Maratona Sesc Internacional Master por equipes. No caso dos quartetos, cada participante corre um percurso de 10,5 km. Já nos octetos, cada um percorre 5,25 km. Todos correrão juntos e a equipe campeã é determinada pelo somatório do tempo dos quatro ou oito corredores. Esta maratona já é considerada um legado para a cidade de Porto Alegre já que deverá ocorrer anualmente.

A partir das cinco horas da manhã, o trajeto que será utilizado nas provas será bloqueado para o trânsito. O percurso completo inclui a Avenida Edvaldo Pereira Paiva, Avenida Padre Cacique, Avenida Diário de Notícias, Avenida Guaíba e Rua Copacabana, até a esquina com a Rua Sargento Nicolau Dias de Farias. Este trajeto foi certificado no último mês de agosto pela Associação Internacional de Federações de Atletismo (IAAF). Com isso, o trecho é considerado oficial para esse tipo de prova e permite a validação de marcas e recordes.

O vice-presidente do Mundial de Atletismo Master (WMA), Brian Keaveney, não poupou elogios à estrutura de Porto Alegre para receber as provas de rua – Maratona, Meia Maratona e Cross Country. Keaveney esteve na capital gaúcha por quatro vezes durante o período de preparação para o Mundial e disse ter adorado a orla do Guaíba e o Parque Marinha do Brasil, locais onde acontecem as competições. “Nós temos excelentes lugares para competição. A expectativa maior é com a maratona, ela vai ser linda. A orla do rio Guaíba é um lugar ótimo e vai ser uma festa”, diz o canadense.

Texto: Assessoria de Imprensa do Campeonato Mundial de Atletismo Master 2013.

É OURO BRASILEIRO, NO ARREMESSO DE PESO



Marcelo Zimny, 38 anos, paranaense, compete na modalidade de arremesso de peso há 11 anos e foi medalhista de ouro no 20º Campeonato Mundial de Atletismo Master, na última terça-feira (22) . Em entrevista exclusiva, Zimny, conta ao blog do WMA um pouco da sua trajetória até chegar ao ouro no mundial.

WMA - Como é a preparação até chegar a um campeonato mundial?

 Marcelo Zimny - Nada fácil! Os treinos são realizados em dois períodos divididos entre academia e a pista, onde acontecem diversos trabalhos, sempre cumprindo uma periodização.             

WMA - Quais os títulos que você considera mais relevantes em sua trajetória?

Marcelo Zimny - Entre vários, existem alguns que tiveram um sabor diferenciado, por motivos de alta rivalidade como: Pentacampeão Brasileiro Militar (Peso e Disco), Campeão dos Jogos Abertos de Santa Catarina (Peso e Disco), Tetracampeão dos Jogos Regionais de São Paulo (Peso e Disco) e agora Campeão Mundial Master, minha primeira prova na categoria, e já conquistar o ouro, foi uma emoção ímpar.

WMA - Você é paranaense e atualmente vive em Florianópolis. Esta sua mudança  deve-se  ao atletismo?

Marcelo Zimny - Não, minha transferência a Floripa foi pela profissão. Mas foi na capital catarinense  que me motivaram a voltar a competir após quatro anos. 



WMA - Como é competir em um mundial master?

Marcelo Zimny - É muito maneiro! Ali você percebe que estão reunidos somente atletas que amam o esporte, pois a grande maioria não vivem dele e ainda gasta horrores para se manter nesse ambiente tão saudável. Legal também é perceber que ainda tenho muitos outros mundiais master para disputar, pois estou debutando na 1ª categoria.

WMA - Depois do ouro no WMA, quais os seus planos?

Marcelo Zimny - Se depender de mim, em 2014, quero ir para o Gran Prix na Argentina, o Sulamericano na Colômbia e mais as provas que tiverem por vir. Mas, para  tudo, dependo de patrocínio para amenizar as despesas.

WMA - O fato de ser militar estimulou a sua entrada para o atletismo?

Marcelo Zimny - Sim, a profissão exige atividade física diária.  Como nunca fui muito magro para correr, acabei descobrindo um potencial que possuía meio que na brincadeira, quando senti a vontade de me superar, por se tratar de um esporte individual. Vieram as primeiras conquistas, e me encantei pela modalidade.



WMA - Gostaria de fazer algum agradecimento?

Marcelo Zimny - Primeiro de tudo agradeço a Deus por me proporcionar essa vitória. À minha esposa Danielle que me ajudou e incentivou em diversos momentos difíceis e à Secretaria de Esportes da Prefeitura de São José (SC), que acreditou em meu potencial e me patrocinou para esse grande evento.

Texto e foto: Caroline Vanzella, voluntária do curso de Jornalismo do IPA no WMA 2013.

BRASILIENSE VENCE OS 400 METROS NA CATEGORIA 40 ANOS

Carneirinho: Primeira participação no Mundial Master, conquistou seu 1º ouro
Campeão dos 400 metros rasos na categoria 40 a 44 anos, Marcio Wandré Morais de Oliveira ou simplesmente Carneirinho, 38 anos, natural de Teresina-PI e morador de Brasília, para onde se mudou com os pais na sua infância, venceu a prova com o tempo de 51, 76 segundos. “Considero-me brasiliense, pois fui ainda bebê morar com os meus pais e lá foi onde eu despontei para o esporte”, completa o atleta. Carneirinho, que já participou várias vezes do Troféu Brasil e do Grand Prix Nacional de atletismo e ficou sempre entre as cinco melhores marcas nos 400 e 800 metros rasos. Também tem no currículo o Campeonato Íbero Americano e a Universíade de 1999 em Mayorca na Espanha. Seu nome também aparece na Confederação Brasileira de Atletismo entre as 20 melhores marcas dos 800 metros de todos os tempos.

Carneirinho, que veio de cinco lesões durante esse ano, estava prestes a não competir mais nesse período. Impulsionado por um amigo seu, acabou participando pela primeira vez do Mundial de Atletismo Master, onde conquistou seu primeiro ouro. O atleta também garantiu a prata nos 800 metros e no domingo às 15 horas e 43 minutos, participa do revezamento 4x400 defendendo a equipe do Brasil.
Carneirinho com seus colegas de prova que ficaram em 2º e 4º lugar nos 400 
Acompanhado de seu filho Marcos Vinicius de 2 anos e 4 meses, Carneirinho comenta que o ritmo das competições estava muito forte, para os 40 anos. “Na eliminatória de ontem, fiz um tempo melhor com a marca de 51,49 segundos, hoje sai muito forte nos primeiros 200 metros e faltou perna na chegada, por isso fiz os 51, 76 segundos” finaliza.
Marcio Wandré tem como suas melhores marcas os tempos de 47,23 segundos nos 400 metros conquistado na cidade de Curitiba e nos 800 metros 1,46 minutos na pista da Unisinos, na cidade de São Leopoldo, no ano de 1998.


Texto e Fotos:
Itagiba Vitorio MTB 15079 Jornalista Voluntário WMA 2013

MEDALHA DO RETORNO / Medalla del regreso

 Cristine no arremesso de disco. Foto: Bruno Dietrich

Grafiteira, cabeleireira, atleta e gaúcha de Porto Alegre. Cristine Neher é uma mulher de muitas facetas e, em 45 anos de vida, teve sucesso no desempenho de todas elas. Após um longo período de afastamento do esporte, ela retorna no 20º Mundial Master de Atletismo 2013 (WMA, sigla em inglês) para provar que não existe idade ou condição física que limite o espírito de um competidor. No evento deste ano, já conquistou a medalha de bronze no arremesso de martelo, atingindo a marca de 36,68m e bronze no pentathlon.

Cristine começou sua trajetória ainda adolescente. O primeiro título, e também o mais importante, foi um Campeonato Sul-Americano de Menores – faixa etária até 16 anos – onde bateu o recorde da categoria. Além deste, se sagrou campeã brasileira e sul-americana Juvenil; neste último, por dois anos seguidos. Como marcas pessoais, bateu o recorde juvenil de disco e dardo na faixa menor, e recordista, como juvenil, do disco e do dardo adulto. Mas seria em 1986 que viria a consagração: conquistou o segundo lugar no ranking adulto, se tornando a segunda melhor atleta da modalidade no país. “Eu era um talento nato”, lembra.

Vencedora em competições nacionais e internacionais, Cristine interrompeu sua carreira aos 24 anos, após sofrer uma grave lesão no ligamento cruzado do joelho esquerdo. Durante os anos de afastamento, ela se dedicou ao desenho, arte que diz ter um dom. Em Porto Alegre, esta é a atividade que lhe dá o sustento, “Faço desenhos na cabeça das pessoas”, explica. Sua predileção, entretanto, é pelo grafite, onde cria imagens para fachadas comerciais, quartos, salas, etc.

O retorno ao esporte aconteceu após um encontro com ex-atletas. Lá ela tomou conhecimento do Mundial de Atletismo Master de 2013, realizado em Porto Alegre. Da decisão da retomada carreira até os primeiros meses de treinamento surge uma palavra: cautela. “Comecei devagarzinho, pois eu sabia dos meus limites físicos”. Para ela, a readaptação do corpo às exigências físicas é o mais difícil. “Voltar 21 anos depois é mais complicado do que se manter no auge”. Praticando há oito meses, garante ainda estar longe do ponto em que pode chegar.

Pessoa de sorriso fácil, Cristine viveu muitas histórias no esporte, mas lembra de uma em especial. Ela e outros três atletas estavam viajando para um Sul-americano no Equador. Momentos antes do grupo passar pelo o pórtico do hotel, alguns atletas argentinos hospedados no prédio jogaram um balde d´água em Cristine e seus amigos. “Fomos até o quarto deles com o objetivo de bater na porta e sair correndo”. O plano, entretanto, não saiu conforme o esperado. Os quatro bateram ao mesmo tempo e a porta caiu com a pressão. “Foi um escândalo. Nos mandaram mais cedo pra casa”, conclui com uma risada.

Texto: Gabriel Guidotti, estudante de Jornalismo do IPA voluntário no WMA 2013.
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Medalla del regreso

“Grafiteira” (artista que hace grafiti), peluquera, atleta y gaúcha de Porto Alegre. Cristiane Neher es una mujer de muchas facetas y, a los 45 años, logró éxito en todas ellas. Después de un largo periodo de alejamiento del deporte, ella vuelve en el 20º Mundial de Atletismo Master (WMA, sigla en inglés) para probar que no hay edad o condición física que limite el espíritu de un competidor. En los eventos de ese año, ya conquistó la medalla de bronce en el lanzamiento de martillo, obteniendo la marca de 36,68m, y bronce en el pentatlón.

Cristiane empezó su trayectoria aun en la adolescencia. Su primer título, y también lo más importante, fue un Campeonato Sudamericano de Menores – hasta los 16 años – cuando batió el record de la categoría. Además, fue campeona brasilera y sudamericana juvenil de lanzamiento de disco y jabalina en la franja menor, y recordista, como juvenil, del disco y jabalina adulto. Pero sería en 1986 que llegaría la consagración: conquistó el segundo lugar en el ranking adulto, volviéndose la segunda mejor atleta de la modalidad en el país. “Yo era un talento de nacencia”, rememora.
Vencedora en competiciones nacionales e internacionales, Cristiane interrumpió su carrera a los 24 años, después de sufrir una lesión grave en el ligamento cruzado de la rodilla. Durante los años de alejamiento, ella se dedicó a los dibujos, arte que dice tener un don. En Porto Alegre, esa es su actividad que trae sustento. “Hago dibujos en la cabeza de las personas”, explica. Su predilección, todavía, es por el grafiti, donde crea imágenes para fachadas comerciales, habitaciones, etc.

El regreso al deporte fue después de un encuentro con ex-atletas. Allá, tomó conocimiento del Mundial de Atletismo Master de 2013, realizado en Porto Alegre. Desde la decisión de volver a su carrera hasta los primeros meses de entrenamiento, surge una palabra: cautela. “Empecé despacito, pues sabía de mis límites físicos”. Para ella, la readaptación del cuerpo a las exigencias físicas es lo más difícil. “Volver 21 años después es más difícil que mantenerse a tope”. Entrenando hace ocho meses, garante que aún está a lo lejos del punto en que puede llegar.


Persona de sonrisa fácil, Cristine vivió muchas historias en el deporte, pero recuérdese de una en especial. Ella y otros tres atletas estaban viajando a un Sudamericano en Ecuador. Momentos antes de pasar por la puerta del hotel, unos atletas argentinos huéspedes del mismo lugar tiraran un balde con agua en Cristine y sus amigos. “Fuimos hasta su habitación para tocar la puerta y salir corriendo”. Pero el plan no salió como esperado. Los cuatro tocaran la puerta a lo mismo tiempo, y la puerta cayó con la presión. “Fue un escándalo. Nos mandaron más temprano para casa”, concluyó con una risotada.

Traducción: Soraya Bertoncello

WMA 2013 - Highlights Day 8

APARATO MÉDICO GARANTE A SAÚDE DE COMPETIDORES /
Aparato medico garantiza la salud de los competidores

Em cada estádio do Mundial de Atletismo Master 2013 (WMA) há unidades de tratamento médico que dão suporte aos competidores. As tendas são ocupadas por um médico, um enfermeiro e um técnico de enfermagem e possuem ambulatórios avançados dotados de equipamentos de urgência – além de cinco hospitais de referência para atendimentos de natureza grave.

Equipe médica de prontidão

O atendimento é personalizado conforme o modelo “Manchester”, que define cores para a gravidade dos problemas de saúde. A abordagem de cor vermelha é crítica e prioritária e exige dos profissionais o acompanhamento imediato para evitar o óbito. O segundo da escala é o amarelo, que avalia pacientes em necessidade de repouso deitado. Este atendimento precisa ocorrer em cinco minutos e tem vazão, principalmente, em pessoas com dores abdominais, tonturas e desmaios. Mais ameno, o controle verde consiste em diagnóstico por medicamentos. Neste caso, o paciente deve ser avaliado em até uma hora para afastar risco de morte.

O evento conta com um kit desastre para aglomerações, pois permite atender um grande grupo de pessoas. Há também uma série de medicamentos injetáveis; comprimidos, materiais para sutura e curativos, entre outros.

A enfermeira Danusa Krugen informa que as principais ocorrências do Mundial aconteceram na escala verde, sendo os pacientes encaminhados para um acompanhamento medicamentoso ou para instrução fisioterápica. A triagem, segundo ela, é eficiente, pois permite celeridade no tratamento médico. “Nosso sistema é rápido. Recebemos o paciente, comunicamos à ambulância e a unidade sai para fazer o atendimento”, explica.

No Cete, ambulância fica à disposição para remoções

No início, o WMA registrou poucos atendimentos nos estádios-sede, mas os números foram aumentando com o passar dos dias. Os dados finais serão divulgados após o término do evento.

Texto e fotos: Gabriel Guidotti, voluntário do curso de Jornalismo do IPA no WMA 2013.




Aparato medico garantiza
la salud de los competidores


En cada estadio del Mundial de Atletismo Master 2013 (WMA), hay unidades de tratamiento médico que dan soporte a los competidores. Los quioscos son ocupados por un médico, un enfermero y un técnico en enfermería, y poseen ambulatorios avanzados con equipamientos de urgencia, además de cinco hospitales de referencia para atendimientos graves.

El atendimiento es personalizado de acuerdo con el protocolo de Manchester, que define colores para la gravedad de los problemas de salud. El color rojo es critico y prioritario, y exige de los profesionales el acompañamiento inmediato para evitar el óbito. El segundo de la escala es el amarillo, que evalúa pacientes en necesidad de reposo acostado. Esa atención debe ocurrir en cinco minutos, y en general ocurre para personas con dolores abdominales, mareos y desmayos. Más ameno, el control verde consiste en diagnosticar por medicamentos. En ese caso, el paciente debe ser evaluado en hasta una hora para alejar riesgo de muerte.

El evento cuenta con un kit desastre para aglomeraciones, pues permite atender un gran número de personas. Hay también una serie de medicamentos injertables, pastillas, materiales para sutura y curativos, entre otros.

La enfermera Danusa Krugen informó que las principales ocurrencias en el Mundial fueran en la escala verde, y los pacientes fueron encaminados para un acompañamiento con medicaciones o para fisioterapia. La selección, según ella, es eficiente, pues permite rapidez en el tratamiento. “Nuestro sistema es rápido. Recebemos el paciente, comunicamos a la ambulancia y la unidad sale para hacer el atendimiento”, explica.

En el principio, el WMA registro pocos atendimientos en los estadios, pero los números fueron crescendo con el pasar de los días. Los datos finales serán divulgados cuando termine el evento.

sexta-feira, 25 de outubro de 2013

O OITAVO DIA DO WMA EM IMAGENS /
The eighth day in pictures WMA

BOLETIM OFICIAL DO WMA 2013: DOCUMENTÁRIO SOBRE O EVENTO /
Official Bulletin of the WMA 2013: documentary about the event

A edição de hoje boletim fala sobre o trabalho realizado pelos voluntários do curso de Jornalismo do IPA que estão produzindo um documentário sobre o WMA 2013. Acompanhe:


Apresentação: Giovani Gaffarolli, voluntário do curso de Jornalismo no WMA 2013.
Técnica: Leandro Nunes e Flávio Valiatti, voluntários do curso de Jornalismo no WMA 2013.

RECADOS PARA PORTO ALEGRE /
Mensajes para Porto Alegre



Nos estandes dos patrocinadores do evento, a Secretaria Municipal do Turismo (SMTUR) reservou um espaço especial para recados, agradecimentos ou críticas ao evento.
  
Os estrangeiros gostaram tanto da ideia que, além de recados, fazem desenhos, declarações de amor e, às vezes, apontam os prós e os contras do evento; uma espécie de balanço para mostrar a melhor maneira de atendê-los futuramente.  De uma forma bem carinhosa, muitos agradecem Porto Alegre. Um exemplo é o recadinho do argentino Américo Chirino: “Gracias, Porto Alegre, salus camaradas del deporte”.
      
Outro turista deixa uma pergunta: “Onde estão os brasileiros?”, como forma de chamar a nossa atenção para o evento. E há também aqueles que desejam: “Welcome to Porto Alegre”.



São responsáveis pelo estande, Bruna Jardim, Luiz Fernando Carvalho, Paola Fagundes e Patrick Paz, que informam às delegações os pontos turísticos, além de como se locomover na cidade. A equipe também esclarece possíveis dúvidas dos visitantes.

Segundo Luiz Fernando Carvalho: “Esses recados, depois que acabar o evento, serão transformados em um diário virtual que vai contar o que os estrangeiros acharam de Porto Alegre”.

Texto: Cindy Calistro, voluntária do curso de Jornalismo do IPA no WMA 2013.
Fotos: Mateus Ítor Charão, voluntário do curso de Jornalismo do IPA no WMA 2013.





Mensajes para Porto Alegre

En los quioscos de los sponsors del WMA, la Secretaria Municipal do Turismo (SMTUR) reservó un espacio especial para mensajes, agradecimientos o criticas al evento.

A los extranjeros les gustó tanto la idea que, además de mensajes, dejaron dibujos, declaraciones de amor y, a veces, apuntan los aspectos buenos y malos del evento: un balance para mostrar la mejor manera de atender en el futuro. De una manera muy cariñosa, muchos agradecen Porto Alegre. Un ejemplo es el mensajito del argentino Américo Chirino: “Gracias, Porto Alegre, saludos camaradas del deporte”.


Otro turista deja una pregunta: “Dónde están los brasileños?”, como una manera de llamar la nuestra atención para el evento. Y hay también aquellos que desean “Welcome to Porto Alegre.”

Son los responsables por el quiosco Bruna Jardim, Luiz Fernando Carvalho, Paola Fagundes y Patrick Paz, quienes informan a las delegaciones los puntos turísticos, además de como desplazarse en la ciudad. El equipo también esclarece posibles dudas de los visitantes.

Según Luiz Fernando Carvalho, “esos mensajes, después del evento, serán transformados en un diario virtual que contará lo que los extranjeros pensaron de Porto Alegre.”

Tradução: Soraya Bertoncello, voluntária de Comunicação Social

MESMO SEMBLANTE, MESMA PAIXÃO /
Mismo semblante, misma pasión

As gêmeas Gerd e Gun Eriksson
Elas nasceram no mesmo dia, são idênticas e têm a mesma paixão: o esporte. Gerd e Gun Eriksson, 68 anos, competem na modalidade 800m. As irmãs começaram a se dedicar ao esporte no início dos anos 90. Aos 19 anos, as Eriksson participaram do campeonato sueco de 800m. Quando tinham 21 anos, ganharam o campeonato mundial de Staffet, na Suécia. Em 1977, correram a São Silvestre em São Paulo. E, em 1979, participaram do campeonato mundial, em Sacramento, na prova de revezamento de 800m.

As gêmeas Erikson afirmam: “Nossa motivação é conhecer várias pessoas, em diversos lugares, e fazer novas amizades através do esporte”.

Texto e foto: Caroline Vanzella, voluntária do curso de Jornalismo do IPA no WMA 2013.
Tradutor: Paulo Pimentel





Mismo semblante, misma pasión

Ellas nacieron en el mismo día, son idénticas y tienen la misma pasión: del deporte. Gerd y Gun Eriksson, 68 años, compiten en la prueba de los 800m. Las mellizas empezaron a dedicarse al deporte en el inicio de los 90’. A los 19 años, las Eriksson participaron del campeonato sueco de 800m. Cuando tenían 21, ganaran el campeonato mundial de Staffet, también en Suecia. En 1977, corrieron la São Silvestre, en São Paulo. Y, en 1979, participaron del campeonato mundial en Sacramento, en la prueba de relevo 800m.

Las gemelas Eriksson afirman: “Nuestra motivación es conocer varias personas, en diferentes locales, y hacer nuevos amigos a través del deporte.”

Traducción: Soraya Bertoncello

A EXPERIÊNCIA OBSERVANDO AS PROVAS DE ATLETISMO /
La experiencia observando las pruebas de atletismo

Com seu cronometro na mão, Pinheiro marca
o tempo dos atletas nas corridas de pista

Trabalhando no credenciamento no setor de confirmação de provas do 20º Mundial de Atletismo Master e, nos tempos vagos, com o seu cronometro na mão observando e aferindo o tempo dos atletas nas competições de pista no CETE (Centro Estadual de Treinamento Esportivo). Assim é a rotina do professor de Educação Física Carlos Pinheiro, 61 anos, durante o Mundial. Técnico de atletismo há trinta e sete anos, ele possui uma vasta experiência na formação de campeões. Passando pelos clubes Aimoré de São Leopoldo, a extinta Associação Comunitária Sul Brasileiro, ACDUFRGS e hoje trabalhando no CETE, Pinheiro já treinou atletas destaques de nível brasileiro e internacional, entre os quais estão: Euclides Fajardo dos 5, 10 mil e rústica, Lucia Grews e Maria Alice Levien recordista brasileira dos 100 metros rasos.

Por ele também passaram os arremessadores de peso Fernando Giongo (já falecido) e Luciano Bet, os quais fizeram parte da equipe da Coca-Cola juntamente com os atletas Joaquim Cruz e Zequinha Barbosa. Mas, dentre todos estes quem se destacou foi Monica Rusch, descoberta nos JERGS (Jogos Estaduais do Rio Grande do Jul). Monica sagrou-se campeã brasileira e sul americana no Heptatlo. Para o observador Pinheiro as primeiras colocações em cada modalidade do 20º Mundial de Atletismo Master são muito fortes, até porque têm atletas nas faixas dos 35 e 40 anos correndo como adulto. “O Atletismo Master tinha que ser acima dos quarenta anos, abaixo dessas idades tem gente participando de provas com um tempo surpreendente”, afirma o professor.

A esquerda de Amarelo e boné preto, Pinheiro afere a marca dos 1500 metros

Pinheiro acredita que o mais importante nas competições Master, tanto de atletismo, quanto de natação, é a participação, integração e a sociabilização entre os atletas, até porque a maioria participa sem vínculos com clubes e entidades. Muitos nunca tiveram chance de participar de competições no juvenil e adulto, e o Master dá essa oportunidade. Os brasileiros ainda têm muito que aprender para participar destes eventos de atletismo, nosso povo ainda não tem essa cultura, além disso, são quatorze categorias e vinte e uma provas, é um evento muito complexo que exige um quadro muito grande de árbitros qualificados, materiais de apoio e voluntariado”, relata o experiente e ex-organizador dos JERGS.

O professor acredita que temos de aprender com os erros e acertos de um evento como esse, para que no futuro, possamos fazer melhores ainda. A festa é bonita, mas temos de fazer avaliações, legados bons vão ficar e um destes legados é a maravilhosa pista de atletismo do CETE”, encerra Pinheiro.

Texto: Itagiba Vitorio MTB 15079, Jornalista Voluntário do WMA 2013
Fotos: Andrea Francis MTB 12010




La experiencia observando
las pruebas de atletismo


Trabajando en la acreditación del sector de confirmación de pruebas del 20º Mundial de Atletismo Master, en el tiempo libre con su cronometro en la mano, observa y confire los tiempos de los atletas en las competiciones de pista en el CETE. Así es la rutina del profesor de Educación Física Carlos Pinheiro, 61, técnico de atletismo hace 37 años, con una gran experiencia en la formación de campeones.

Con trayectoria en el club Aimoré de la ciudad de São Leopoldo , la extinta Associação Comunitária Sul Brasileiro, ACDUFRGS, y hoy trabajando en el CETE, Pinheiro ya entrenó atletas destaques en los niveles nacionales e internacionales, entre los cuales tenemos Euclides Fajardo (de los 5000m, 10.000m), Lucia Grews y Maria Alice Levien, recordista brasileña de los 100m lisos. También pasaran los lanzadores de pesos Fernando Giongo, ya fallecido, y Luciano Bet, los cuales hicieron parte del equipo Coca-Cola, juntamente con los atletas Joaquim Cruz y Zequinha Barbosa. Pero entre todos, quien más se destacó fue Monica Rusch, descubierta en los Juegos Estaduales de Rio Grande do Sul (JERGS), donde fue campeona brasileña y sudamericana en el Heptatlón.

Para el observador Pinheiro, los primeros puestos en cada modalidad del 20º Mundial de Atletismo Master son muy fuertes, puesto que hay atletas en la franja de edad de los 35 hasta 40 años corriendo como la categoría adulta. “El Atletismo Master debería ser para gente con más de 40 años. Abajo de esa edad, hay gente participando de las pruebas con tiempos sorprendentes”, afirmo el profesor.

Pinheiro cree que lo más importante en las competiciones Master, no solo de atletismo pero también de natación, es la participación, integración y sociabilización entre los atletas, una vez que la mayoría participa sin ser miembro de clubes o entidades.
“Muchos nunca tuvieron la chance de participar de competiciones juveniles y adultas, y el Master ofrece esa oportunidad. Los brasileños todavía tienen mucho que aprender para participar de ese tipo de evento de atletismo, nuestra gente aún no tiene esa cultura y, además, son 14 categorías y 21 pruebas. Es un evento muy complejo que exige un cuadro muy grande de árbitros calificados, material de apoyo y voluntarios”, relató el experimentado y ex organizador de los JERGS.

El profesor cree que tenemos que aprender con los errores y aciertos de un evento como ese, para que, en el futuro, si pueda hacer eventos todavía mejores. “La fiesta es bonita, pero tenemos que hacer evaluaciones. Legados buenos quedan, y uno de estos legados es la maravillosa pista de atletismo del CETE”, finalizó Pinheiro.

Traducción: Soraya Bertoncello

WMA 2013 - Highlights Day 7

O SÉTIMO DIA DO WMA EM IMAGENS /
The seventh day in pictures WMA

quinta-feira, 24 de outubro de 2013

DE MORADORA DE RUA E TRAFICANTE À ATLETA LAUREADA /
De sin techo y traficante a atleta galardonada

Animal: uma atleta que venceu as ruas e a droga
“Comecei correndo da Polícia, depois corri nas ruas, morei na FEBEM dezoito anos, fui moradora de rua mais vinte anos, traficante e ladra e ai de ti que não coloque isso no texto, porque não renego meu passado”. Assim começou a apresentação de Ana Luiza dos Anjos Garcez, 51 anos, conhecida como Animal ou simplesmente Tia Punk, natural de São Paulo onde mora até hoje. A atleta conta que foi salva pelo esporte e pela madrinha, senhora Eloisa Galvão que lhe deu alimentos na época que passava necessidades, se não fosse pelas competições ela estaria até hoje nas ruas.

Tia Punk, como é conhecida no meio esportivo, foi abandonada pela mãe numa caixa de sapatos junto com a sua irmã gêmea na porta da FEBEM de São Paulo, estudou só até a primeira série, na qual repetiu por 11 anos, queria só brigar e não prestava atenção em sala de aula. “Aos dezoito anos quando sai da FEBEM fui trabalhar numa casa de família e após cinco dias de trabalho, furtei tudo que podia. Ao sair da casa com os produtos do furto ia passando o caminhão de Bombeiros pedi ajuda e eles me ajudaram a carregar os objetos roubados, sem saber que era furto”. Depois de sua saída da FEBEM, Tia Punk morou 20 anos nas ruas paulistanas, roubando, furtando, traficando e se drogando. Muitos anos viveu travestida de homem devido à uma tentativa de estupro. No dia do lançamento do filme Carruagem de Fogo, Tia Punk tinha feito um assalto e foi ao cinema assistir. Após o filme foi dormir no Hotel Ipiranga no centro da cidade onde teve uma paralisia facial devido à ingestão de muita droga. Acordou na manhã seguinte com a música do filme em sua cabeça e resolveu que iria deixar a vida de arruaceira e assaltante de lado para virar atleta. Foi onde conheceu o ex-secretário de Esportes de São Paulo Fausto Camunha, que tirou-a das ruas e colocou  a morar no Centro Olímpico de São Paulo, onde vive até os dias de hoje. Após uma série de exames, foi constatado que Animal estava com vermes e anemia crônica e foi diagnosticada que jamais poderia correr. “Para quem corria da polícia e das gangs, por que eu não iria correr? E mesmo contra a vontade dos médicos fui correr e hoje já participei de mais de 30 minimaratonas e várias outras competições e de todas elas eu trouxe troféus”. Tia Punk já participou de competições no Japão, Nova York e Las Vegas nos Estados Unidos, Inglaterra, Chile, Escócia e quatro vezes na Argentina. Na Escócia, conta ela, que ficou muito curiosa vendo os escoceses tocando gaita de fole dançando com o kilt (saia escocesa), foi dançar e levantou a saia do dançarino para ver se eles usavam cueca. “Pra minha surpresa o cara estava pelado”, conta dando risada.

Através do atletismo Tia Punk foi das ruas para o mundo
Ana Luiza levanta todos os dias às quatro horas da manhã, faz aquecimento, várias seções de abdominais e após faz sua corrida diária, a atleta que hoje conta com o apoio da Confederação Brasileira de Atletismo e participa do Programa Bolsa Atleta, ficou na segunda colocação nos cinco mil metros no 20º Mundial de Atletismo Master no CETE, participou hoje nos 1.500 metros e participa do revezamento 4 x 400 no domingo dia 27 de outubro às 13 horas e 16 minutos.

Texto: Itagiba Vitorio MTB 15079, Jornalista Voluntário do WMA 2013
Fotos: Andrea Francis MTB 12010





De sin techo y traficante a atleta galardonada

“Empecé corriendo de la policía, después corrí en las calles, viví en la FEBEM dieciocho años, fui sin techo más de 20 años, traficante y ladrona, y ponga eso en el texto, porque no reniego mi pasado”. Así empezó la presentación de Ana Luiza dos Anjos Garcez, 51 años, conocida como Animal o simplemente Tia Punk, natural de São Paulo donde vive hasta hoy. La atleta cuenta que fue salva por el deporte y por su madrina, Eloísa Galvão, quien la dio comida en la época que pasaba necesidades. Si no fuera por las competiciones, ella estaría en las calles hasta hoy.

Tia Punk, como es conocida en el medio deportivo, fue dejada por su mamá en una caja de zapatos junto a su hermana gemela en la puerta de la FEBEM de São Paulo. Estudió solo hasta el primer año, que repitió por 11 veces. Quería solo pelear y no prestaba atención en la clase. “A los 18 años, cuando salí de la Febem, fue trabajar en una casa de familia y después de cinco días de trabajo, robé todo que podía. Cuando salí de casa con las cosas del robo, pasaba el camión de Bomberos. Pedí ayuda a ellos y me ayudaran a cargar los objetos del robo sin saber su origen”. Después de su salida de la FEBEM, Tia Punk vivió 20 años en las calles de São Paulo robando, traficando y usando drogas. Muchos años vivió travestida de hombre a causa de un intento de violación. En el dia del estreno de la película Carros de Fuego, Tia Punk había hecho un robo y fue al cine ver la película. Después, fue a dormir en el Hotel Ipiranga, en el centro de la ciudad, donde tuvo una parálisis facial a causa de la ingestión de mucha droga. Se despertó en la mañana siguiente con la música de la película en su cabeza, y decidió que iba a dejar la vida del crimen para ser atleta. Fue donde conoció el ex secretario del deporte de São Paulo, Fausto Camunha, que la sacó de las calles y la puso viviendo en el Centro Olímpico de São Paulo, donde vive hasta hoy. Después de una serie de exámenes, fue constatado que Animal estaba con vermes y anemia crónica, y fue diagnosticado que jamás podría correr. “Para quien corría de la policía, porque yo no iba a correr? Y mismo en contra la voluntad de los médicos, fui correr y hoy ya participé de más de 30 minimaratóns y muchas otras competiciones, y de todas, traje trofeos”. Tia Punk ya participó de competiciones en Japón, Nueva York, Las Vegas, Inglaterra, Chile, Escocia y cuatro veces en Argentina. En Escocia, cuenta ella, estaba muy curiosa con los escoceses tocando la gaita y bailando con el kilt (falda escocesa), fue danzar y levantó la falda del bailarino para ver si llevaban calzoncillos. "Para mi sorpresa, estaban en bolas", cuenta, riéndose.

Ana Luiza se despierta todos los días a las cuatro de la mañana, hace calentamiento, muchas series de abdominales y después, su corrida diaria. La atleta que hoy tiene el apoyo de la Confederação Brasileira de Atletismo y participa del programa Beca Atleta, fue la segunda en los 5000m en el 20º Mundial de Atletismo Master en el CETE, participó hoy de los 1500m y participa del Relevo 4x100 el domingo, 27 de octubre, a las 13h16min.

Trad.: Soraya Bertoncello

ATLETAS DESCONTRAEM
EM RITMO DE SAMBA /
Atletas relajan en el ritmo de samba


Na tarde desta quinta-feira, ocorreu a apresentação do ‘Esporte dá Samba’, grupo da Secretaria Municipal de Recreação e Lazer, da Prefeitura de Porto Alegre. O projeto existe há nove anos e se propõe a afastar jovens e crianças das drogas e da violência.




A coordenadora do projeto, Geisa do Carmo, exalta a importância do esporte e do samba. O trabalho de inclusão social é exercido em 60 comunidades carentes de Porto Alegre. Os jovens têm aula de música, disciplina e conduta. O projeto trabalha com temas educativos como o que trouxe para o CETE: “Criança na Escola, Tudo pela Educação”. A associação se apresentou com um grupo de 50 crianças e jovens que, em um momento de descontração, animaram os atletas com uma demonstração artística em ritmo de samba.


Geisa do Carmo

Segundo Geisa, retirar crianças da situação de risco e vulnerabilidade social, é gratificante. “Para empatar com as drogas, só o esporte, a educação e a cultura. Portanto, salvar a vida de jovens é o que nos ajuda a fortalecer e a tocar o projeto”.

Texto: Laura Blessmann, voluntária do curso de Jornalismo do IPA no WMA 2013.
Fotos: Caroline Vanzella, voluntária do curso de Jornalismo do IPA no WMA 2013.






Atletas relajan en el ritmo de samba

Ese jueves, hubo la presentación del “Esporte dá Samba”, grupo de la Secretaria Municipal de Recreação e Lazer, de la Intendencia de Porto Alegre. El proyecto existe hace 9 años, y si propone a alejar jovenes y niños de las drogas y de la violencia.

La coordinadora del proyecto, Geisa do Carmo, exalta la importancia del deporte y de la samba. El trabajo de inclusión social es realizado en 60 comunidades pobres de Porto Alegre. Los jóvenes tienen clases de música, disciplina y conducta. El proyecto trabaja con temas educativos, como lo que trajeron para el CETE, “Criança na Escola, Tudo pela Educação”. La asociación se presentó con un grupo de 50 niños y jóvenes que, en un momento de relajamiento, animaron los atletas con una demonstración artística en ritmo de samba.
Según Geisa, retirar niños de la situación de riesgo y vulnerabilidad social es gratificante. “Para empatar con las drogas, solo el deporte, la educación y la cultura. Aún, salvar la vida de los jóvenes es lo que nos ayuda a hacer más fuerte y seguir el proyecto.”

Trad.: Soraya Bertoncello